|
|
|
|
Assembléia nesta
sexta-feira
(20),
às
11h,
para
avaliação
do
movimento
e a
definição
de
seus
desdobramentos.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Os empregados do BNDES dão continuidade nesta sexta-feira,
20 de outubro, ao movimento grevista
iniciado hoje pela manhã. A paralisação
foi um sucesso e ocorre em repúdio à
contraproposta do Banco para os pleitos
econômicos da Pauta de Reivindicações
de 2006.
Dirigentes do BNDES se reuniram hoje com os representantes
dos empregados e asseguraram que a
Administração do Banco estava
trabalhando na construção de uma nova
proposta para ser apresentada ao corpo
funcional. Como esta nova proposta não
surgiu até o fim da tarde, os
empregados resolveram permanecer de braços
cruzados amanhã.
Nova assembléia será realizada nesta sexta-feira (20), por
volta das 11h, quando haverá uma avaliação
do movimento e a definição de seus
desdobramentos.
Decisão sobre a greve
A decisão sobre a greve foi tomada em assembléia geral
realizada na última terça-feira, 17 de
outubro, depois que os empregados
rejeitaram, por unanimidade, o que foi
oferecido para o reajuste salarial
(3,84%) e para o abono não incorporável
ao salário (50% de uma remuneração
contratual).
A data-base dos funcionários do BNDES é 1º de setembro. Os
empregados pedem 20% de reajuste e 1,5
remuneração a título de abono, entre
outras cláusulas de natureza econômica.
Perdas salariais
A Comissão de Negociação dos Empregados calcula em 18,79
salários de agosto de 2006 as perdas
reais de massa salarial acumuladas de
julho de 1994 (ano de criação do Plano
Real) a agosto de 2006.
Há também outro tipo de perda: “o resíduo percentual”,
que é a defasagem entre os índices
inflacionários e os reajustes salariais
concedidos nos últimos 12 anos.
Considerando o IPCA/IBGE, a perda dos
empregados já atinge o percentual de
28,91%. Em outras palavras: concedido o
reajuste salarial pleiteado – de 20%
–, ainda seriam necessários 7,43%
para zerar essa perda acumulada.
Importância do BNDES
A Comissão dos Empregados destaca a importância do BNDES
– o maior banco de desenvolvimento do
mundo, que tem a responsabilidade de
executar um orçamento na casa dos 60
bilhões de reais. Uma instituição que
apenas no primeiro semestre deste ano
alcançou um lucro de R$3,317 bilhões
– 81,1% a mais que o resultado apurado
em igual período de 2005. Este
desempenho superou o do Bradesco, o
maior banco privado do país, que lucrou
R$3,132 bilhões nos primeiros seis
meses de 2006. Uma instituição que não
depende do orçamento da União e tem
condições de propor um Acordo Coletivo
digno para seus empregados.
Luta contra a diferenciação
funcional
A Comissão também chama atenção para o fato de que o
Banco ainda não tem posição concreta
para importantes questões internas,
como a equalização das curvas
salariais dos Planos de Cargos e Salários
existentes na instituição (PUCS e PECS) – conforme compromisso assumido
pela direção da casa na Negociação
Coletiva de 2005 – e para o pleito do
Quadro Único (única forma capaz de
acabar com as diferenciações que
afligem o corpo funcional desde 1998).
Além disso, a Administração começa a
trilhar o velho caminho das negativas
para diversas questões contidas na
Pauta de Reivindicações.
“A greve, portanto, é pelo conjunto da obra. E
é um duro recado para a Administração
do BNDES, que precisa, o quanto antes,
mostrar empenho, liderança e vontade
política para merecer o lugar que ocupa
num dos mais importantes órgãos do
Estado brasileiro”, ressaltam os
representantes dos funcionários.
|