23 de outubro de 2006

1 2 3
Empregados do BNDES suspendem greve e voltam à negociação
Nova assembléia será convocada assim que surja fato novo e relevante.

Os empregados do BNDES suspenderam hoje (23), em assembléia geral realizada às 11h30, o movimento grevista iniciado na última quinta-feira (19). Agora, os representantes dos funcionários retornam à negociação com a direção do Banco na busca de uma contraproposta que possa levar a um Acordo Coletivo satisfatório em 2006. Os empregados permanecem reivindicando uma proposta do Banco no sentido da equalização das curvas salariais dos dois planos de cargos e salários existentes na casa (PUCS e PECS).  Nova assembléia será convocada assim que surja fato novo e relevante.  

A direção do BNDES chegou a avançar, na quinta-feira passada, em suas contrapropostas econômicas – aumentou o índice de reajuste de 3,84% para 4,5% e o abono não-incorporável de 50% para 80% de uma remuneração contratual. Mas, como não havia qualquer ponto relacionado à equalização das curvas salariais (compromisso assumido na negociação de 2005), a contraproposta acabou sendo recusada de maneira quase unânime pelo funcionalismo. A equalização das curvas salariais e o pleito de unificação dos quadros de carreira do BNDES são considerados fundamentais para que haja uma verdadeira isonomia de tratamento na política de recursos humanos da instituição. 

A adesão à greve foi total. O movimento foi um sucesso também em relação à unidade do corpo funcional. Na assembléia de hoje, pela manhã, cerca de 1.000 empregados decidiram, em sua maioria, pela suspensão da paralisação, com o objetivo de privilegiar o espaço da negociação, como havia sido solicitado pela direção da casa. A data-base do BNDES é 1º de setembro. A última greve realizada na instituição ocorreu em 6 de outubro de 2005, por 24 horas.