Protesto também dos servidores da área de meio ambiente
VÍNCULO 1557 – Os funcionários do Banco Central fizeram paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (11) em protesto contra resoluções que, segundo eles, têm prejudicado a categoria. “A decisão de realizar a greve decorre da insatisfação dos servidores em relação ao tratamento dispensado às suas demandas, em meio a concessões assimétricas oferecidas a outras categorias típicas de Estado”, afirmou o sindicato da categoria (Sinal) em nota.
A entidade critica o governo por ter acatado demandas dos servidores da Polícia Federal e da Receita Federal na elaboração das leis orçamentárias de 2024, “e ter deixado de lado as demandas dos quadros do BC”.
Os funcionários reivindicam, entre outros pontos: reajuste nas tabelas remuneratórias; retribuição por produtividade; exigência de nível superior para o cargo de técnico; e mudança no cargo de analista para auditor.
Segundo o Sinal, a próxima etapa do movimento será a entrega dos cargos comissionados de chefia, caso as negociações com o governo não avancem. A entrega é prevista para a 1ª quinzena de fevereiro.
Protesto na área de meio ambiente
Já os servidores federais especialistas em meio ambiente (MMA, Ibama, ICMBio e FSB) decidiram concentrar seu trabalho em atividades internas e burocráticas, “até que o governo reconheça o valor das demandas trabalhistas desta estratégica carreira do serviço público federal e atue com celeridade para concluir as negociações”.
Esta decisão incluiu a suspensão das ações de campo na Terra Indígena Yanomami. “Lamentavelmente, apesar das promessas, o governo parece ainda não reconhecer todo o esforço dos servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente e mesmo os resultados alcançados em 2023, não somente nas terras indígenas, mas também na queda geral do desmatamento da Amazônia, hoje festejada dentro e fora do país”, destaca a associação dos servidores (Ascema Nacional) em nota.