
VÍNCULO 1694 – A CUT confirmou para esta sexta-feira, 5 de junho, a realização da 2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+, atividade que integra o calendário do mês do orgulho e reforça a defesa dos direitos da população LGBTQIA+ no mundo do trabalho. A concentração será às 14h, na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, com caminhada até o Largo do Arouche, região historicamente ligada à população LGBTQIA+ da capital paulista.
Com o lema “Por direitos, democracia e trabalho digno para todas as pessoas”, a mobilização antecede a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo e busca consolidar um espaço permanente de expressão política da classe trabalhadora LGBTQIA+ no calendário nacional do movimento. Segundo a CUT, a expectativa é ampliar significativamente a participação em relação à primeira edição, realizada em 2025.
A edição deste ano ganha relevância adicional por contar com o reconhecimento e apoio institucional da Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo. Para a CUT, a iniciativa fortalece a presença sindical em um dos maiores eventos de diversidade do mundo e contribui para consolidar a sexta-feira que antecede a Parada como um momento de mobilização política da classe trabalhadora LGBTQIA+.
O secretário nacional de Políticas LGBTQIA+ da CUT, Walmir Siqueira, afirma que a proposta é criar uma identidade própria da Central durante o período da Parada. “Estamos criando uma identidade da CUT no período da Parada, que é a maior do mundo, tentando consolidar essa sexta-feira antes da Parada como sendo uma data da marcha da CUT”, afirma.
Pauta do movimento
“Por direitos, democracia e trabalho digno para todas as pessoas” é o mote da marcha. Porém, além de defender o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, luta que já foi vitoriosa na Câmara Deputados, mas ainda precisa de pressão e mobilização para que seja aprovada no Senado, a marcha também busca fortalecer o papel dos sindicatos como espaços de acolhimento, proteção e organização política da população LGBTQIA+.
A presença das bandeiras sindicais nas ruas, segundo a CUT, tem um significado que vai além da representatividade: é uma demonstração concreta de que trabalhadores e trabalhadoras LGBTQIA+ podem encontrar suporte institucional diante da discriminação.
Fonte. CUT
