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O desafio da Segurança Pública no Jornal dos Economistas

VÍNCULO 1707 – Os articulistas convidados pelo Jornal dos Economistas, publicado pelo Corecon-RJ, se debruçam sobre a discussão do grave problema da segurança pública no país, apontado pelas pesquisas de opinião como prioritário pelos eleitores brasileiros e que tem impactos diretos sobre sociedade e economia.

Thais Custodio, da Rede de Economistas Pretas e Pretos, afirma que, em 2026, a pergunta não deveria ser quem promete ser mais duro contra o crime. Deveria ser quem apresenta um plano para reduzir homicídios, controlar a letalidade policial, investigar organizações criminosas, enfrentar a corrupção, enfraquecer milícias e facções e garantir a presença do Estado nos territórios vulnerabilizados.

João Trajano Sento-Sé, da Uerj, aponta que o crime organizado contribui de forma decisiva para a degradação da vida pública no Rio de Janeiro e para o esvaziamento econômico. “Sem estabilidade, previsibilidade e confiança nas instituições, os investimentos desaparecem”, diz.

Theófilo Rodrigues, do Iuperj Ucam, acredita que só um paradigma que combine capacidade estatal, inteligência policial, prevenção social da violência e universalização dos direitos poderá enfrentar, de forma duradoura, as múltiplas causas da violência.

Tadeu Morato Maciel, da UFRJ e UFF, avalia que a classificação do PCC e CV como organizações terroristas, mais do que uma iniciativa de combate ao crime organizado, é uma estratégia geopolítica que amplia a capacidade dos EUA de projetar o seu poder, reduzindo a autonomia do Brasil na condução da própria agenda de segurança.

Daniel Hirata, assessor especial do Ministro da Justiça e Segurança Pública, trata do Programa Brasil Contra o Crime Organizado. “A repressão continua indispensável, mas o foco do programa é impedir que organizações criminosas continuem transformando recursos econômicos em poder territorial, influência política e capacidade de coerção”, sustenta.

Mauro Amoroso, da Uerj, defende que é premente que políticas e planejamentos de segurança devem ser construídos a partir de um amplo debate social. A construção de projetos e iniciativas desse campo não pode ser baseada como se a questão fosse restrita a culpabilizar espaços e grupos sociais específicos de nossos centros urbanos, como as favelas e a população negra.

Jacqueline Muniz, da UFF, destaca que o crime organizado no Brasil opera por nódulos especializados e articulados entre si, sem comando único identificável.

Para acessar o PDF do Jornal dos Economistas, clique aqui.

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