Mais uma vez, no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado em 21 de setembro, refletimos sobre a importância de construirmos ambientes cada vez mais acessíveis, inclusivos e comprometidos com a igualdade de oportunidades. Hoje, temos legalmente a garantia do acesso, contudo, o desafio atual do Banco, assim como de outras organizações em geral, é avançar na promoção de condições para que as pessoas com deficiência possam desenvolver plenamente seu potencial, participar dos processos decisórios e crescer profissionalmente em igualdade de condições.
No contexto do BNDES, registramos, nos últimos anos, avanços importantes. Em dezembro de 2024, antes da admissão dos(as) novos(as) funcionários(as), o Banco contabilizava 40 empregados(as) com deficiência (1,7% do total de 2.419 colaboradores). Nesse período, para cumprir a Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência (Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991), deveríamos ter ao menos 142.
Em 31/12/2025, o quadro funcional do BNDES era composto por 2.988 empregados(as). Desses, 122 eram pessoas com deficiência, correspondendo a 4,08% do total. Apesar de ainda continuar abaixo da cota de 5% determinada pela legislação, essa mudança só foi possível devido ao concurso público realizado no ano anterior, que reservou 15% das vagas para esse público. Também foram mantidas iniciativas voltadas à acessibilidade, inclusão de estagiários e jovens aprendizes com deficiência e modelos especiais de trabalho híbrido para empregados(as) com deficiência e responsáveis por pessoas com deficiência.
O Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028, aprovado na semana passada, reforça esse movimento ao institucionalizar compromissos relacionados à promoção da acessibilidade física, tecnológica, comunicacional e informacional, à remoção de barreiras, à realização de adaptações razoáveis nos ambientes de trabalho, ao acompanhamento das condições de inclusão e promoção de ações de sensibilização voltadas ao respeito às diferenças e ao combate à discriminação.
Ao mesmo tempo, o cenário atual aponta oportunidades de evolução para além de iniciativas de acesso e permanência. Reconhecemos e valorizamos a ampliação da participação de pessoas com deficiência no quadro funcional. Mas entendemos que ainda há espaço para avançar na agenda de carreira, desenvolvimento e representatividade. É primordial implementar e ampliar iniciativas relacionadas ao acompanhamento de indicadores, ao desenvolvimento profissional, à ascensão na carreira e à ocupação de posições de liderança das pessoas com deficiência do Banco para garantir que esses(as) profissionais tenham acesso a oportunidades equitativas de crescimento, capacitação e reconhecimento disponíveis aos(às) demais empregados(as).
Nesse sentido, fortalecer programas de desenvolvimento, ampliar a produção de diagnósticos sobre acessibilidade e inclusão e garantir que esses diagnósticos não se limitem à geração de informações, mas orientem decisões, investimentos e ações efetivas voltadas à remoção de barreiras e à ampliação de oportunidades para pessoas com deficiência, bem como aperfeiçoar mecanismos de acompanhamento das adaptações realizadas e promover maior representatividade desse público em funções estratégicas, podem contribuir para consolidar uma cultura organizacional cada vez mais inclusiva.
Na passagem desse Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, os avanços conquistados merecem reconhecimento, mas também reforçam a importância de seguirmos promovendo transformações que ampliem a participação, a autonomia e as oportunidades. Nós, da AFBNDES, desejamos contribuir para a construção de um ambiente cada vez mais inclusivo, com aprimoramentos contínuos, o que exige, além do compromisso em planejamento estratégico, a escuta ativa e a eliminação das barreiras que ainda limitam o pleno exercício dos direitos e das potencialidades das pessoas com deficiência.
A Diretoria da AFBNDES
