Eleição para o Conselho de Administração do BNDES
Conheça os candidatos e candidatas, em ordem alfabética
Arthur Koblitz
Uma representação independente em defesa do BNDES
Quando olhamos para o futuro, e vemos as incertezas eleitorais imaginamos que é importante estarmos preparados em caso de vitória de uma opção mais hostil ao Banco. Muitos se concentram nisso.
O que talvez seja menos observado é que em qualquer caso teremos um horizonte difícil pela frente. Simpatia pelo Banco é importante, porém é preciso reconhecer que há um grande consenso na política macroeconômica que ameaça o BNDES. O tripé sagrado da política macroeconômica tem levado a uma política de juros altos permanente e a crescente convicção que a única forma de alterar a trajetória dos juros é austeridade.
Na narrativa dominante, 1. o BNDES se tornou um dos responsáveis pelos juros altos, por reduzir a “eficácia da política monetária” e, 2. os recursos públicos que alimentam o Banco são objetos da voracidade fiscalista. Ideias simples e sem espaço no atual consenso são, por exemplo, as de que:
– ao apoiar o investimento e expandir capacidade, o BNDES contribui para o combate à inflação de demanda e por isso deveria realmente ter sua atuação relativamente preservada dos efeitos da política de juros; ou
– os subsídios creditícios do Banco ajudam a por em marcha investimentos e renda que geram impostos e que por isso dificilmente a ação do Banco pode ser considerada um fardo fiscal para o país.
Nossa tarefa enquanto geração de empregados do Banco é lutar para preservar esse instrumento para que gerações futuras possam contar com o BNDES quando o cenário mudar.
Qualquer diretoria do BNDES estará sob pressões externas muito grandes. Temos que criar uma verdadeira restrição adicional interna para impedir que elas sucumbam às pressões que apontam para a inviabilização do Banco no longo prazo. Temos que estar atentos a isso e precisamos contar com todos os meios à nossa disposição. E são apenas dois os que temos hoje: as AFs e a representação dos empregados no Conselho. São apenas dois e temos que utilizá-los muito bem.
Bruno Cabús Müller
Um BNDES preparado para o futuro
Como instituição de Estado, o BNDES é essencial ao desenvolvimento sustentável, à
competitividade brasileira e ao investimento de longo prazo. Meu programa está organizado em cinco compromissos principais:
1. Sustentabilidade financeira e funding: apoiar a diversificação das fontes de recursos, o acesso aos mercados de capitais e as parcerias multilaterais, preservando a liquidez, a solidez financeira e a capacidade de investimento do Banco.
2. Visão geopolítica e econômica: apoiar ações com o objetivo de preparar o BNDES
para a reorganização das cadeias globais, a competição tecnológica e a transição energética, fortalecendo investimentos em infraestrutura, inovação, indústria e cadeias estratégicas para o país.
3. Transformação financeira e digital: acompanhar os avanços da inteligência artificial, das moedas digitais, stablecoins e da tokenização de ativos, buscando
eficiência, novos instrumentos financeiros e segurança cibernética, com prudência
e gestão de riscos.
4. Governança e excelência institucional: fortalecer a transparência, a prestação de
contas, a ética, a integridade, a gestão de riscos e o planejamento de longo prazo,
preservando a credibilidade do BNDES.
5. Conhecimento e pessoas: valorizar a capacidade técnica do corpo funcional, estimular inovação e aprendizado contínuo, ampliar o diálogo entre o Conselho e os empregados e promover diversidade, desenvolvimento profissional e retenção de talentos.
Como representante eleito pelos empregados, pretendo atuar com independência, responsabilidade e visão de longo prazo. Quero contribuir para decisões baseadas em critérios técnicos, manter um canal permanente de diálogo com o corpo funcional e defender a missão do BNDES e os interesses duradouros da instituição.
O objetivo é preparar o Banco para continuar sendo o principal instrumento de financiamento do desenvolvimento brasileiro diante das transformações tecnológicas,
econômicas e geopolíticas.
Eloah Pereira de Moraes Manoel
Eloah Manoel – Integrar conhecimento. Fortalecer a governança. Dialogar com a diversidade
Como representante dos(as) empregados(as) do BNDES, pretendo integrar ao Conselho de Administração os valores e conhecimentos compartilhados pelos profissionais do Banco, transformando essa inteligência estratégica e ética em fortalecimento da capacidade institucional de gerenciar riscos e preparar o BNDES para os desafios da próxima década, contribuindo para que sustentabilidade e responsabilidade climática permaneçam no centro da estratégia do Banco, ampliando a diversidade institucional para a qualificação do diálogo e a tomada de decisões colegiadas.
Conheço na prática o BNDES em diferentes perspectivas, incorporando pluralidade de conhecimentos, funções, unidades, temáticas e interlocutores – experiências de quem constrói o Banco há duas décadas.
Minha trajetória percorreu áreas fim e áreas meio, passando por operações indiretas, garantias, relacionamento com órgãos de controle, suporte ao negócio, administração geral, desenvolvimento social e gestão pública e ainda cinco anos na Auditoria Interna, unidade vinculada diretamente ao Conselho de Administração.
Vote Eloah Manoel! Uma trajetória por diferentes BNDES.
Uma visão para o BNDES inteiro.
Juliana Santiago
Experiência para contribuir. Compromisso para fortalecer o BNDES
Sou Juliana Santiago e apresento minha candidatura à representação dos(as) empregados(as) no Conselho de Administração do BNDES para contribuir com o fortalecimento do Banco como instituição de Estado e com sua capacidade de promover o desenvolvimento sustentável do Brasil.
Em mais de 20 anos no BNDES, atuei em finanças, infraestrutura social, gestão pública, saneamento, meio ambiente e mercado de capitais. Minha trajetória inclui 12 anos na EY, experiência internacional em finanças climáticas e mestrado pela Universidade da Flórida.
Minha proposta se organiza em quatro compromissos:
- Defesa do BNDES como instituição de Estado: preservar sua excelência técnica, governança, integridade e capacidade de formular soluções de longo prazo para o país.
- Escuta ampla e diálogo com o corpo funcional: valorizar o conhecimento dos empregados e aproveitar a renovação trazida pelo recente concurso para fortalecer a integração entre gerações, a troca de experiências e o desenvolvimento de novas competências e lideranças.
- Sustentabilidade financeira e visão de longo prazo: contribuir para a solidez patrimonial, a gestão responsável de riscos e capital, a diversificação das fontes de recursos e o uso de diferentes instrumentos, preservando a capacidade do Banco de apoiar investimentos estratégicos e responder a crises.
- Indução à inovação, responsabilidade socioambiental e resiliência climática: fortalecer o papel do BNDES na inovação, competitividade e transição ecológica, com pragmatismo e responsabilidade, articulando capital público e privado para um desenvolvimento mais produtivo, inclusivo e resiliente.
Quero exercer o mandato com independência, diligência, ética e compromisso com o interesse de longo prazo do BNDES. Quero contribuir para um Banco financeiramente sólido, institucionalmente forte, tecnicamente excelente e preparado para o futuro. Espero contar com sua confiança e seu voto.
Lavinia Barros de Castro
“Orgulho da nossa história, compromisso com o nosso futuro”
O BNDES é uma instituição construída por gerações de profissionais que dedicam suas vidas a superar os múltiplos desafios do desenvolvimento brasileiro. É com profundo respeito por essa história e o desejo de contribuir para seu futuro que apresento minha candidatura.
Sou economista e funcionária do BNDES há 25 anos. Trabalhei nas áreas de exportação, planejamento, gestão de riscos, energia e gabinete. Vivi muitos ciclos e enfrentei momentos em que o Banco foi questionado em seu papel e na sua integridade. Defendi — e sigo defendendo — a importância de um banco relevante para o Brasil. Retomamos protagonismo e conquistamos importantes reconhecimentos de integridade e transparência. A despeito dos avanços, há desafios a enfrentar:
Fontes de recursos e capital. Nenhum banco de desenvolvimento mantém seu protagonismo sem fontes de recursos de longo prazo estáveis e capital adequado a seus riscos. Defendo fontes permanentes de recursos concessionais, a manutenção de fontes parafiscais de longo prazo, atenção à nossa adequada capitalização e a ampliação de recursos não reembolsáveis.
Catalisador de políticas públicas. O Brasil é um país marcado por suas múltiplas desigualdades: de renda, raciais, de gênero e regionais. Reduzir desigualdades e promover a inclusão é uma tarefa árdua e contínua. Defendo a ampliação de nosso papel como hub de debates com a sociedade e indutor de políticas públicas.
Visão sistêmica e ousadia. O BNDES tem potencial para liderar ações conjuntas com os demais bancos públicos e de desenvolvimento. Cumprimos nosso papel quando, além do presente, olhamos para o futuro, com ousadia. Será preciso ampliar exercícios de reflexão de longo prazo, parte da nossa identidade histórica.
Diálogos e valorização dos talentos e novas competências. Aproveitar nossos talentos; promover requalificação frente às novas tecnologias; acolher e integrar a nova geração que ingressou; construir identidades nas representações regionais; e ser uma voz ativa para melhorar a carreira NPCS são prioridades, mantendo canais regulares de consulta e de retorno.
Marcelo Gonçalves Tavares
Para a representação dos empregados no Conselho de Administração – 2026
Objetivo: levar ao conhecimento dos conselheiros as preocupações e interesses do corpo funcional e trabalhar para a preservação da instituição no longo prazo.
1- Melhorias no Novo Plano de Cargos e Salários – NPCS; incentivar e apoiar as iniciativas dos empregados na melhoria do NPCS, trabalhando para a isonomia de condições dos funcionários do Banco, criando as pontes necessárias entre os empregados, o Comitê de Pessoas e o Conselho de Administração;
2- Apoio na valorização das funções dos funcionários de nível médio – NM; apoiar o segmento nível médio em suas diversas propostas de valorização da carreira, principalmente no que diz respeito à reformulação dos cargos sem que haja perdas salariais aos empregados do Banco;
3- Participação dos empregados no Planejamento Estratégico; criar um canal para receber contribuições do corpo funcional do BNDES bem como estabelecer uma parceria com a Área de Planejamento;
4- Relacionamento com o Governo Federal; ajudar a construir pontes ligando o BNDES com as diversas secretarias do Governo Federal, colocando o Banco nas principais agendas do governo;
5- Sustentabilidade Financeira; estabelecer um relacionamento com a Área Financeira e com a Área de Gestão de Riscos de forma a se manter atualizado quanto à situação financeira do Banco e quanto à possíveis riscos de liquidez;
6- Acompanhamento das pautas legislativas; ajudar no acompanhamento das matérias, pelo relacionamento com os demais conselheiros e as assessorias parlamentares dos ministérios;
7- Comunicação com o corpo funcional; manter a comunicação com o corpo funcional, para a prestação de contas do mandato, e para receber demandas de projetos estratégicos para o Banco.
COMPROMISSOS DO MANDATO
– Valorização dos empregados
– Fortalecimento institucional do BNDES
– Transparência e prestação de contas
– Participação estratégica do corpo funcional
– Sustentabilidade de longo prazo
Marcio Nobre Migon
Me chamo Marcio Nobre Migon. Sou pai de duas mulheres e filho de professores. Minha mãe, normalista, me transmitiu o senso das relações e importância da pedagogia. Meu pai, Emérito no Instituto de Matemática da UFRJ, o rigor da técnica e da ciência.
Me formei no ITA, em 1993, e quis o destino que eu viesse para o BNDES para passar 15 dos meus primeiros 20 anos de Casa financiando as vendas de aeronaves da Embraer. Tenho no BNDES, desde 2002, o meu segundo emprego público. São mais de 30 anos dedicados a um serviço público de excelência e eficiência. Aqui apliquei meus conhecimentos e competências naquilo que amava e em que acredito. Indústria e inovação tecnológica. Aqui também passei a maior das dificuldades da minha vida, amparado pelos colegas e pelo PAS/FAPES.
Desenvolvi não só o Departamento que chefiei, na Área de Comércio Exterior, como também novas estruturas organizacionais e processos de terceirização de avaliação continuada de garantias, consolidando no Banco o conceito de asset backed finance. Participei de vários processos de recuperação judicial de linhas aéreas no Brasil, nos Estados Unidos e no Japão. Dei palestras nas principais capitais do mundo, falando das linhas do BNDES e da sua carteira aeronáutica. Tive artigos publicados, além de um livro.
Na Harvard Law School, aperfeiçoei-me no Program on Negotiations. Concluí o curso de Conselheiro de Administração pelo IBGC em 2019. Fui cedido em posição equivalente a Superintendente, ao Ministério de Ciência, Tecnologia,
Inovação e Comunicações. Pude trabalhar perto do BNDES no lançamento de Fundo de Investimentos em Participações, de aporte na Embrapii, e das diligências de Correios, Telebras e CEITEC. Adquiri conhecimentos acerca da tecnocracia federal e do parlamento, seus métodos, sistemas e pessoas. Fui Coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e Vice-Presidente do Conselho de Administração da personalidade que registra e os domínios da Internet no Brasil.
Acredito na independência, na boa técnica e na discussão de políticas. Acredito na inventividade e na criatividade do brasileiro e sigo sonhando com os próximos 75 anos do BNDES.
Paulo Cesar de Araujo Barcellos
Paulo C. A. Barcellos: “SUA VOZ no C.A.”
Após 13 anos, tivemos apenas 2 empregados eleitos para participar do Conselho de Administração do BNDES. Chegou a hora de termos, de fato, um REPRESENTANTE DOS EMPREGADOS, e não apenas integrantes do conselho, atuando de forma autônoma, isolada e sem a necessária interação e participação do corpo funcional.
Das 4 eleições já realizadas, participei de 2 (2013 e 2020), tendo ficado em 3° colocado em ambas. Desde então venho intensificando minhas pesquisas e estudos sobre o papel do Representante, e sobre melhores práticas, ferramentas e meios de promoção da participação, interação, transparência e representação efetiva.
Estou certo de estar apto a receber o seu voto, para ser a SUA VOZ no C.A..
Estudo o tema desde meu doutorado em “Estratégia e Sistemas Inteligentes” pela COPPE/UFRJ, onde também atuei como Diretor Adjunto (entre 2001 e 2006), até minhas recentes Certificações sobre IA (pela I2AI – Associação Internacional de
Inteligência Artificial) e/ou pelo MIT (em “Transformação Digital”, que resultou na minha indicação para o Prêmio Relevant Leaders 2024 – MIT/Sloan, em decorrência destes trabalhos de promoção do aprendizado e de soluções de interação junto a lideranças e conselheiros), em linha com os conceitos, que criei, e venho aprimorando, de Estratégia Aprendizacional, Metaestratégia e/ou BSC de Segunda Geração (base do Planejamento Corporativo 2019-2014 do BNDES, eleito um dos melhores casos do mundo – Hall of Fame da Estratégia, em Harvard / 2014).
O C.A. é lugar de discussões estratégicas, como, p.ex., os problemas do NPCS, que longe de ser uma questão apenas jurídica (passivo trabalhista) ou de RH, É ESTRATÉGICA. Corremos o risco de perder as futuras lideranças do BNDES.
Participo, há vários anos, voluntariamente, de diversos Conselhos de Instituições
como: ABINC, Riosoft, ICRio e BDT, onde tenho vivenciado e aprendido boas práticas, que espero incorporar em minha atuação como REPRESENTANTE.
Vote Paulo C. A. Barcellos
Saul de Santana Mendonça
Resumo do Programa de Trabalho
É fundamentado no compromisso com fortalecimento institucional do BNDES, boa governança, transparência e valorização do conhecimento de todos os seus
colaboradores. A proposta contribuirá para que decisões estratégicas considerem tanto
os desafios de sustentabilidade e desenvolvimento do Banco quanto a experiência do seu corpo funcional, veteranos e novatos.
Entre as prioridades do mandato estarão: defesa da sustentabilidade financeira e patrimonial do Sistema BNDES, aprimoramento da gestão de riscos, fortalecimento da capacidade operacional e preservação do seu papel estratégico no desenvolvimento econômico e socioambiental.
Prevê a criação e manutenção de canais de diálogo para troca de informações, de forma a contribuir para os temas estratégicos discutidos pelo CA, assegurando que
diferentes perspectivas e experiências possam enriquecer os debates sobre o presente e o futuro da instituição.
Outro eixo é a transparência e a prestação de contas, através de divulgação periódica de atividades e sobre o funcionamento do CA, sempre respeitando os limites legais de sigilo e confidencialidade.
A proposta contempla temas como capacitação contínua, retenção de talentos, gestão do conhecimento, sucessão profissional, fortalecimento da cultura organizacional e promoção de um ambiente de trabalho baseado em respeito, colaboração, diversidade e excelência.
O programa ressalta a importância de acompanhar os desafios e oportunidades associados à transformação digital, inteligência artificial, segurança cibernética, transição energética, mudanças climáticas, inovação institucional e novos instrumentos financeiros.
O compromisso central é uma representação responsável, ética, independente e orientada ao fortalecimento do BNDES e à construção de seu futuro.
