
VÍNCULO 1685 – “Por que não conseguimos pensar além da próxima crise conjuntural?”, pergunta o Jornal dos Economistas, publicado pelo Corecon-RJ, em sua edição de abril, que tem como tema o “Curtoprazismo”.
Luiz Filgueiras, da Ufba, avalia que, com a constituição do Padrão de Desenvolvimento Liberal-Periférico no início dos anos 90, o debate e luta político-econômica se restringem a objetivos e políticas conjunturais de curto prazo.
Fernanda Feil, da UFF, questiona se teremos a capacidade política e institucional de abandonar a lógica do curto prazo e construir um horizonte de desenvolvimento capaz de responder aos desafios do século XXI.
Rosa Marques, da PUC-SP, afirma que o curtoprazismo é um fenômeno mundial, produto da hegemonia financeira no capitalismo contemporâneo.
Bresser-Pereira, da FGV, acredita que o Brasil não tem um projeto de nação desde os anos 1980, porque suas elites econômicas e políticas insistem em se subordinar ao império.
Ladislau Dowbor, da PUC-SP, destaca que a inclusão produtiva, o resgate do uso produtivo dos recursos financeiros e a descentralização e atualização da gestão são eixos importantes para avançarmos.
David Deccache, do IFFD (Instituto de Finanças Funcionais para o Desenvolvimento), argumenta que o que aparece como curtoprazismo é, na realidade, a forma pela qual o projeto de longo prazo das classes dominantes se impõe no país.
Plínio de Arruda Sampaio, do site Contrapoder, enfatiza que os donos do poder promovem um simulacro de debate de Projeto Nacional, que apresenta os seus interesses egoístas como se fossem os da população.
Paulo Kliass, especialista em políticas públicas, constata que faz algumas décadas que o curtoprazismo converteu-se na regra. O planejamento governamental tornou-se uma impossibilidade.
Maria Malta e Ian Horta, do Lema (Laboratório de Estudos Marxistas), analisam as condições históricas que culminaram na ditadura do curtoprazismo no Brasil. Temos sim um projeto de país, não aberto à discussão, de inserção internacional dependente.
Luciana Ferreira e Roberto Rodrigues, da UFRRJ, ressaltam a assimetria temporal e de interesses entre a lógica do desenvolvimento econômico e a da consolidação fiscal.
Helena Lastres, José Cassiolato e Marina Szapiro, da RedeSist/IE-UFRJ, alertam para as amarras postas aos Estados, que impedem o planejamento e a implementação de projetos de desenvolvimento de longo prazo no mundo inteiro.
Antonio Lacerda, do BNDES, salienta a importância das eleições de 2026 para afirmação do Estado democrático de direito, precondição para políticas públicas voltadas a um projeto de desenvolvimento.
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