
VÍNCULO 1661 – As causas e consequências da política tarifária do governo Trump são o tema do Jornal dos Economistas, publicado pelo Corecon-RJ, em sua edição de outubro de 2025.
Maria Luiza Falcão, da Universidade de Brasília (UnB), crê que o tarifaço não é apenas uma agressão ao comércio internacional. É uma ameaça à própria arquitetura da economia global.
Iago Montalvão, da Universidade de Campinas (Unicamp), aponta que Trump tenta imputar ao comércio internacional a culpa pela queda no poder de compra e aumento da desigualdade nos EUA e pela ascensão da China, mas poupa o oligopólio financeiro.
José Eduardo Roselino, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), questiona o lugar que Trump ocupará na história. Uma possibilidade é ser lembrado como o “Gorbachev americano”, cujos “reformismos” desestabilizaram os EUA e a Otan.
Gilberto Maringoni, da Universidade Federal do ABC (UFABC), e Denise Gentil, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entendem os tarifaços como uma estratégia reativa e defensiva para que o país mantenha a hegemonia mundial.
Daniela Doms, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), considera que, diante da desdolarização que ameaça o poder americano, as tarifas emergem como mecanismo de coerção. Mas essa política alimenta um antiamericanismo que corrobora e acelera a erosão hegemônica dos EUA.
Luiz Martins de Melo, da UFRJ, destaca que figuras importantes em ambos os partidos dos EUA passaram a considerar o “privilégio exorbitante” do dólar como um fardo exorbitante e querem “reequilibrar” a economia.
Rita Coitinho, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), enfatiza que o corolário de Trump para a doutrina Monroe prevê que todos os recursos sejam drenados para os EUA, mesmo ao custo da ruína dos mecanismos criados por eles e que garantiam o livre comércio.
Juliane Furno, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e Marco Fernandes, analista geopolítico, consideram que estamos em um período de crise e questionamento da hegemonia dos EUA. “Trump usa as tarifas para atacar a soberania do Brasil”, sustentam.
Mirelli Malaguti, da UFRJ, apresenta números que demonstram o aprofundamento da desigualdade nos EUA nas últimas quatro décadas. Ela questiona se o tarifaço não é uma cortina de fumaça.
Marta Castilho e Kethelyn Ferreira, da UFRJ, avaliam os impactos do tarifaço e defendem o redirecionamento das exportações, a aproximação com o Sul Global e o reforço do multilateralismo e da OMC.
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