
VÍNCULO 1670 – O capitalismo vive a sua crise final ou vai se reinventar? Qual é o estágio atual do capitalismo? O estágio da financeirização já foi superado e substituído pelo tecnofeudalismo? Para onde vamos? São perguntas oferecidas pelo Jornal dos Economistas, publicado pelo Corecon-RJ, em sua edição de dezembro.
Ladislau Dowbor, da PUC-SP, avalia que enfrentamos a revolução digital, transformação tão profunda, ou mais, do que a revolução industrial. “Hoje é a sociedade do conhecimento que move o conjunto”, destaca.
Luiz Filgueiras, da Ufba, enfatiza que as crises fazem parte do funcionamento do capitalismo. “A crise de 2007/8, ao contrário das três anteriores, não implicou, até agora, uma nova ordem capitalista”, argumenta.
Gláucia Campregher, também da Ufba, faz uma análise fundamentada no Marxismo. “Estamos vivendo uma transição de modos de produção, mas não para um ‘mais produtivo e avançado’”, diz.
Elias Jabbour, da Uerj, destaca o leapfrog do socialismo evidenciado pelo sucesso da experiência chinesa, que está superando o capitalismo em todos os seus fronts.
Bruna Ferraz Raposo, da UFF, ressalta que, desde o fim dos anos 1970, o capitalismo opera sob a lógica da financeirização. “A questão hoje é se vivemos uma crise da financeirização ou uma nova financeirização da crise”, ressalta.
Mateus Ubirajara Silva Santana, da UFRRJ, descontrói a tese do tecnofeudalismo, que não considera a capacidade do capital de se reconfigurar e incorporar novas formas de exploração e apropriação da riqueza e valor.
Marcelo Dias Carcanholo, da UFF, julga que o capitalismo enfrenta uma crise cíclica estrutural desde o estouro da bolha do subprime nos EUA em 2007, “mas é dinâmico o suficiente para renascer das (aparentes) cinzas”.
Antonio Corrêa de Lacerda, da PUC-SP, aponta as transformações da estrutura produtiva mundial, com a reorganização das cadeias de suprimentos. “O foco no custo deu lugar ao reshoring, nearshoring e friendshoring”, destaca.
Isabela Callegari, do IFFD, acredita que as mudanças extremamente aceleradas trazidas pela digitalização da vida corroboram a hipótese de que estamos em um período de transição, no qual capitalismo e tecnofeudalismo coexistem.
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