
VÍNCULO 1674 – A edição de janeiro do Jornal dos Economistas, publicado pelo Corecon-RJ, traz artigos com cenários econômicos e políticos para o Brasil em 2026, “ano em que o processo eleitoral promete exacerbar ainda mais a polarização interna da sociedade brasileira, situação que se soma às turbulências mundiais”.
Antonio José Alves Junior, da UFRRJ, prevê que, a menos que haja uma virada na política econômica a favor de mais gastos e juros menores, a demanda se contrairá em 2026, arrastando investimentos, renda e empregos.
Rubens Sawaya, da PUC-SP, afirma que, apesar de o governo caminhar “no fio da navalha”, as perspectivas para 2026 são promissoras, com crescimento de 2% a 3% e taxa de desemprego baixa.
Luiz Fernando de Paula, da UFRJ, e Eduardo Mantoan, da UFF, acreditam que, em que pese a resiliência da economia brasileira nos últimos anos, a desaceleração em 2026 já está contratada, em função das políticas monetária e fiscal contracionistas.
Victor Leonardo de Araujo, da UFF, considera que a economia brasileira, feitas algumas ressalvas, vai bem. Continuará assim? O maior desafio do Banco Central em 2026 é manter o câmbio estabilizado.
Guilherme Haluska, da UFRJ, alerta que o conjunto de regras de política fiscal e monetária pode acabar por restringir o crescimento econômico em 2026 e afetar o resultado eleitoral.
João Hausmann Tavares, da UFRJ, questiona como os economistas projetam o futuro. “Há diferentes economistas em diferentes posições institucionais adotando diferentes métodos e procedimentos”, destaca.
Adhemar Mineiro, da Abed (Associação Brasileira de Economistas pela Democracia), ressalta que o quadro externo é bastante complicado em 2026, e qualquer movimento mais agudo neste cenário pode ter evidentes efeitos na economia brasileira.
Marta Skinner, do Programa Marielle Franco (Maricá/RJ), apresenta um panorama da história política e econômica do Brasil e prevê uma disputa acirrada na eleição presidencial de 2026, mas com Lula como favorito.
Ellen Tristão, da UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri), destaca a incomunicabilidade entre os três idiomas que versam a atual conjuntura: o do mainstream, o dos neofascistas da extrema direita e o das forças progressistas.
Fernando de Aquino, do BCB (Banco Central do Brasil), avalia que o desafio é a inflação seguir controlada com juros menores e câmbio menos valorizado. “Uma primeira providência é desistir de metas para inflação tão baixas”, defende.
Na série “Atualizando o debate sobre dependência econômica”, o JE publica o artigo “Diálogos para a crítica da ideologia do desenvolvimento a partir da teoria marxista da dependência”, de Fernando Correa Prado, professor do Instituto Latino-americano de Economia, Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino-americana (Unila).
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