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Marcha das Mulheres Negras toma Brasília por justiça racial e reparação

Foto: Reprodução/Dino Santos/CUT

VÍNCULO 1670 – “Dez anos após a histórica marcha de 2015, Brasília voltou a amanhecer tomada pela presença e pela força política das mulheres negras. Na terça-feira (25), caravanas de todas as regiões do Brasil e representações de mais de 40 países ocuparam a Esplanada dos Ministérios para a 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver. A mobilização reafirmou o protagonismo das mulheres negras na construção democrática do país”, assim o Ministério da Igualdade Racial noticiou o evento que movimento a capital do país esta semana.

O Ministério da Igualdade Racial apoiou a marcha, ajudando a assegurar condições de realização, deslocamento e logística do ato. “A presença do MIR aqui simboliza uma ponte entre movimento e Estado. Permaneceremos avançando, marchando por um bem viver e por reparação. Por todas as mães que perderam seus filhos e por todas aquelas que vieram antes de nós. Seguimos juntas em marcha, na positividade, hoje e sempre”, afirmou a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, também participou da marcha. Em sua fala, ela fez questão de reforçar que o Brasil só avançará se reconhecer sua pluralidade. “Não podemos admitir nenhum tipo de transfobia, nem desrespeito à nossa diversidade. Queremos dialogar e construir, em conjunto, políticas públicas para as mulheres negras desse país”, disse a ministra.

A deputada federal Benedita da Silva (PT), referência histórica do movimento negro, também discursou durante o evento: “Com a nossa garra, nós fazemos a diferença no nosso país. Vamos continuar fazendo a luta, ainda que eles não queiram. Vamos seguir lutando pelo bem viver. Queremos as mulheres negras vivas, ganhando salários justos.”

A Marcha também contou com a presença de dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que reforçaram a importância histórica e política do ato. Para Maria Júlia Nogueira, secretária nacional de Combate ao Racismo da Central, a mobilização reafirmou a força organizativa das mulheres negras.

A secretária-adjunta de Combate ao Racismo da Central, Nadilene do Nascimento, destacou o caráter nacional e propositivo da mobilização, lembrando a construção do Manifesto Econômico da Marcha: “Mulheres de todo o país se reuniram para reivindicar condições dignas de vida, reparação e participação coletiva. Construímos o Manifesto Econômico da Marcha das Mulheres Negras de 2025, com propostas para enfrentar o racismo estrutural e ambiental e garantir acesso à água, saneamento e justiça climática. Por isso marchamos em Brasília”, disse.

“Dez anos depois da primeira marcha, mostramos novamente nossa capacidade de organização e a recusa em aceitar violência, feminicídio ou qualquer forma de usurpação. Marchamos por reparação histórica e pelo bem viver, porque o Estado brasileiro nos deve isso”, destacou a dirigente.

Organizada pelo Comitê Nacional da Marcha das Mulheres Negras, a mobilização integrou a Semana por Reparação e Bem Viver. O encontro reuniu brasileiras de múltiplas gerações, territórios e realidades, além de mulheres afrodescendentes da diáspora e do continente africano.

Fontes: Ministério da Igualdade Racial / CUT

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