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Monica de Souza Abdalla, por Israel Blajberg

Conheci Monica do DESIS nos primeiros tempos do Edserj. Ela era dedicada e supertranquila, interagindo com a precisão e objetividade características dos Analistas de Sistema.

Ainda não tinham sido criadas as GESIS, então o distante DESIS era meio que envolto em uma certa aura de mistério. Eram os tempos da IBM, o grande mainframe operado por uma tribo algo isolada, usuária de linguagem especifica e códigos proprietários, instalada em andar privativo guardado a sete chaves, seja no 53, seja no Edserj.

As profissões ligadas à TI, como hoje conhecemos a especialidade, existiam há poucos anos, privilégio de não muitos iniciados. Uma situação que logo iria se modificar com a chegada do microcomputador de mesa no Banco, quando cada um de nós passaria a ter um enorme (para a época) poderio de computação ao alcance das mãos, o finado XP, movido a DOS e Open Access, na própria mesa de trabalho, sem depender mais dos cartões perfurados.

E foi nesse interregno que nós, do Meio Ambiente, começamos uma aproximação com o DESIS, em busca de uma solução para quantificar os desembolsos ambientais do BNDES.

Esse número mágico foi objeto de várias tratativas com o DESIS, sendo Monica da equipe escalada para analisar e propor um método, depois incorporado ao famoso Sistema 57, o Grande Irmão, todo-poderoso mentor cartesiano das operações do Banco.

A designação do sistema que controlava a fantástica máquina benedense ficou guardada em algum canto da memória por muitos anos, até que hoje aflorou e me fez recordar aqueles tempos mágicos, infelizmente associado a um infausto acontecimento.

Durante alguns meses convivemos proximamente, até que tudo passou a fluir em ritmo de rotina. Logo nossos caminhos se separaram, até o dia de hoje, em que recebemos a infausta notícia. Descanse em Paz, Monica. Continue assim no Jardim do Eden, com sua habitual dedicação, mentalizando nas paragens celestiais métodos e sistemas a inspirar as equipes do Banco. 

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