
VÍNCULO 1693 – O Jornal dos Economistas, publicado pelo Corecon-RJ, trata, em sua edição de junho, do “descolamento entre os indicadores econômicos do governo e os índices de intenção de voto de Lula”. O jornal pergunta: “O famoso slogan do marqueteiro James Carville não se aplica mais à realidade eleitoral brasileira?”
Carlos Pinkusfeld e Luis Berner, do IE/UFRJ, argumentam que, apesar dos bons indicadores econômicos, o governo Lula 3 não representou uma ruptura radical com quase uma década de baixo crescimento, fragilização das capacidades estatais, precarização do mercado de trabalho e queda dos salários.
Luiz Fernando de Paula e Fabiano Santos, da Uerj, ressaltam que, embora a Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias aumente desde 2022, o consumo das famílias estagnou devido ao comprometimento de renda com o serviço de dívida.
Marta Skinner, do Instituto JHF (Instituto Joaquim Herrera Flores), avalia que a ideologia hegemônica dos últimos 40 anos no Ocidente (o neoliberalismo) apostou na despolitização radical da economia.
Ellen Tristão, da UFVJM (Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri), enfatiza a importância da ideologia nas eleições. “Em tempos de crise, as dimensões econômica e ideológica se entrelaçam”, sustenta.
Carmem Feijo e Paula Sarno, da UFF, destacam que, em economias com altas desigualdades, a saúde financeira das famílias é um dos principais termômetros da percepção social sobre o desempenho econômico.
Victor Leonardo de Araujo, da UFF, pondera que os bons indicadores econômicos, quando esmiuçados, revelam uma melhora apenas muito modesta nas condições gerais de vida da população.
Eliane Araujo, da UEM (Universidade Estadual de Maringá), aponta que o endividamento, os altos custos do crédito, alimentação, moradia e serviços e a baixa qualidade dos empregos impedem que a melhora macroeconômica seja plenamente percebida no cotidiano.
Glaucia Campregher, da Ufba (Universidade Federal da Bahia), prevê que o fascismo triunfará nas eleições no Brasil e EUA. Lula, se vencer, apenas tornará a destruição do Estado e da nação mais lenta, gradual e restrita.
Rubens Sawaya, da PUC-SP, frisa que a pressão sobre o governo Lula 3 ocorre desde o primeiro dia. A guerra está sendo dura e promete recrudescer ainda mais até as eleições.
Adhemar Mineiro, da Abed-RJ (Associação Brasileira de Economistas pela Democracia), afirma que, apesar de um ambiente macroeconômico aparentemente cômodo, a situação econômica não é em geral confortável para a maioria dos brasileiros.
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