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Comando Nacional dos Bancários exige suspensão de demissões e do fechamento de agências

VÍNCULO 1699 – O Comando Nacional dos Bancários apresentou à Fenaban, em negociação no dia 7 de julho, dados oficiais apontando que o setor está na contramão do mercado de trabalho. Os números mostram que a oferta de emprego tem subido em todo o Brasil e, mesmo assim, os bancos seguem demitindo e fechando agências, aumentando o desemprego e prejudicando os clientes, unicamente para fazer crescer ainda mais seus lucros.

Segundo dados oficiais apresentados pelo Comando na mesa de negociação, entre janeiro de 2015 e maio de 2026, os bancos reduziram 93,3 mil postos de trabalho. No último ano, o Santander eliminou 6.196 postos, o Itaú, 4.620, o Bradesco, 3.017 e o Banco do Brasil, 1.498, totalizando 15.331 pontos de trabalho. No mesmo período, o setor reduziu em 42% (9,5 mil) a rede de agências.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio e integrante do Comando Nacional, José Ferreira, fez uma análise da negociação. “A importância do emprego e a necessidade de atendimento ao conjunto da população foi o centro de nosso debate com a Fenaban. Os altíssimos lucros dos bancos, que crescem a cada período, mostram que mesmo enfrentando alegada concorrência desleal seria possível atender ao pedido de suspensão do fechamento de agências e das demissões nesse período negocial. De nossa parte fica o alerta de que continuaremos a lutar e buscar aliados na sociedade para denunciar e combater essa dupla crueldade com os bancários e com a parcela da população que é expulsa das agências”, afirmou.

Durante a negociação, o Comando apresentou as seguintes reivindicações, recusadas pela Fenaban: fim das demissões e do fechamento de agências; estabilidade no emprego para toda a categoria durante o processo negocial, bem como às mulheres vítimas de violência doméstica; e indenização adicional em caso de demissão.

“Esses dados apontam para uma diferença muito grande do que está acontecendo no setor bancário em relação ao que estamos vivendo no Brasil que, desde o início do governo Lula (2023), gerou 5,17 milhões de empregos formais, batendo recorde nos níveis de carteira assinada, com a baixa histórica das taxas de desocupação, do IBGE”, destacou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e presidente da Contraf-CUT. “Os números de postos fechados demonstram que Santander, Itaú e Bradesco fizeram demissões em massa, o que, no entendimento da Justiça, não pode acontecer sem negociação prévia”, complementou.

A dirigente registrou ainda que a eliminação de postos de trabalho e de agências ocorre enquanto os bancos seguem batendo recordes de lucro. Só em 2025, os cinco maiores bancos do país registraram lucro líquido de R$ 124 bilhões.

► Leia mais no site do Sindicato dos Bancários do Rio.

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