
VÍNCULO 1709 – Em meio à greve do funcionalismo da Caixa Econômica Federal em todo o país, o banco apresentou, nesta quinta-feira (17), nova proposta para o Saúde Caixa, que amplia o limite da participação da empresa: de 6,5% para 9% da folha de pagamento para o custeio do plano, a partir de 2027; mantém o pacto intergeracional; e o Saúde Caixa no Acordo Coletivo de Trabalho. A negociação com o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, começou na quarta-feira (16), em São Paulo, e se prolongou durante a madrugada.
Segundo o Sindicato dos Bancários, a proposta mantém, entre outros pontos, o modelo solidário, sem cobrança diferenciada por faixa etária. Para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades e a Caixa assumirá o déficit do plano.
“A ampliação da participação da Caixa de 6,5% para 9% é um avanço importante, pois representa um aumento recorrente da participação da Caixa”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. “A mobilização mostrou que era necessário colocar mais recursos da empresa no Saúde Caixa e preservar um princípio fundamental do nosso plano, que é o pacto intergeracional. E só conquistamos isso em mesa de negociações graças à mobilização dos trabalhadores”, completou.
A coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen, ressaltou a mudança em relação às propostas anteriores. “Conseguimos retirar a cobrança por faixa etária, preservar o pacto intergeracional e elevar significativamente a participação da Caixa no custeio. São mudanças importantes para a sustentabilidade do Saúde Caixa e para proteger empregados da ativa, aposentados e pensionistas”, disse.
Luiza informou ainda que o Saúde Caixa será pauta de negociações mensais, com calendário pré-definido, para debater a isonomia de direitos entre os contratados antes e depois de 31 de setembro de 2018, além de questões de carreira e remuneração, como o PFG, PCS, Processos Seletivos Internos e remuneração variável.
A proposta prevê também a constituição, em até 60 dias, de grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do plano, visando uma governança, estrutura e prestação de contas mais adequada, como também, outras fontes de receita.
A proposta será apreciada pelos trabalhadores em assembleias marcadas para o dia 21 de setembro.
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