
VÍNCULO 1703 – O apoio da AFBNDES à Casa Poéticas Negras, durante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP 2026), reafirmou o compromisso da AFBNDES com iniciativas que valorizam a produção intelectual negra e fomentam debates fundamentais sobre representatividade, igualdade de oportunidades e transformação social.
Entre os destaques da programação esteve a mesa “A Cor das Oportunidades”, que reuniu Ediane Ribeiro, psicóloga especializada em trauma, Talita Matos, especialista em diversidade e inclusão, e Nathan Santos, integrante da Comissão de Raça e Etnia da AFBNDES, para discutir os desafios, as possibilidades e os caminhos para ampliar a presença e a permanência de pessoas negras em espaços de liderança e decisão.
Os participantes destacaram que o encontro proporcionou um ambiente de troca de experiências e reflexões sobre carreira, pertencimento, saúde e representatividade, evidenciando que, apesar dos avanços conquistados, ainda persistem barreiras estruturais para a ocupação de posições estratégicas por pessoas negras.
Para Ediane Ribeiro, a participação na mesa foi uma experiência transformadora. Ela ressaltou a importância de espaços que promovam o diálogo e a construção coletiva de soluções para uma sociedade mais justa, agradecendo à AFBNDES pelo convite e pelo incentivo à Casa Poéticas Negras.
“Sabemos que a caminhada ainda é longa para que os desfechos do processo violento de colonização que vivemos sejam totalmente reparados, mas também sabemos que quando a potência se encontra com a oportunidade não há como voltar nessa caminhada. E espaços como esse fomentam essa união.”, completou Ediane.
Já Talita Matos, autora do livro “Carreiras Negras”, destacou que o debate permitiu compartilhar aprendizados sobre liderança e trajetórias profissionais, reforçando o compromisso de abrir caminhos para que mais pessoas negras ocupem espaços historicamente inacessíveis. Segundo ela, o apoio da AFBNDES à Casa Poéticas Negras materializa um importante compromisso social e de reparação.
“Saio dessa mesa com a força de quem chegou e com o compromisso de quem não quer permanecer única nesses espaços. Sem dúvida, nossa conversa na Flip inspirou outras pessoas a se juntarem a esse movimento de reflexão, construção e transformação.”, reforçou Talita.
Na avaliação de Nathan Santos, a discussão evidenciou que, embora mais pessoas negras estejam acessando posições antes praticamente inacessíveis, é necessário enfrentar as barreiras, os traumas e as desigualdades que ainda dificultam a permanência nesses espaços. Para ele, ampliar as condições de dignidade e oportunidades para toda a população é um desafio coletivo e indispensável para que o viver bem não seja exclusividade de poucos.
