
VÍNCULO 1681 – “Presenciamos o declínio do mais poderoso império da humanidade?” Pergunta o Jornal dos Economistas, publicado pelo Corecon-RJ, em sua edição de março de 2026. Confira a análise dos articulistas convidados.
Denise Gentil, da UFRJ, e Gilberto Maringoni, da UFABC (Universidade Federal do ABC), avaliam que vivemos uma crise da hegemonia dos EUA, ameaçada pela China. A centralidade da disputa se trava pelo poder sobre a moeda – o dólar.
Maria Luiza Falcão, UnB, afirma que o declínio dos EUA não se expressa como colapso abrupto, mas como esgotamento histórico de um modelo que já não consegue produzir estabilidade, prosperidade ou legitimidade.
Cadu Martins, da UFRJ, chama de imperialismo tout-court a etapa inaugurada por Trump, caracterizada pela violência e conflitos internacionais, sem o alcance da estabilidade.
Carlos Aguiar de Medeiros, da UFRJ, e Esther Majerowicz, da UFBA (Universidade Federal da Bahia), consideram que o poder econômico americano se encontra num momento crítico, desafiado pela China.
Flávio Miranda, da UFRJ, acredita que não é possível prever se Trump será capaz de superar a crise do capitalismo contemporâneo, nem se o império estadunidense declinará.
Daniel Conceição, da UFRJ, e Gustavo Noronha, do Incra, salientam que assistimos aos estertores da hegemonia dos EUA. Os últimos espasmos de um poder que já não sabe persuadir – apenas punir.
Debora Gaspar, da UFRRJ, vale-se do conceito gramsciano de interregno para analisar o mundo de hoje: um período prolongado de crise política e desorientação, no qual o antigo equilíbrio hegemônico se desfaz.
Henrique Braga, da UFRRJ, frisa que Trump busca a melhoria do padrão de vida só nos EUA. Não há um projeto de desenvolvimento para todas as nações.
Leonardo Leite, da PUC Campinas, classifica Trump como um agente político que mobiliza interesses sociais reais, reorganiza alianças de classe e altera formas de gestão e discursos de legitimação.
Juliane Furno, da UFF, julga que os EUA estão diante da redefinição de um “nacional-imperialismo”, com traços mais próximos do entreguerras do que do arranjo pós-Segunda Guerra.
Iago Montalvão, da Unicamp, ressalta que a liderança da China na transição energética pode reforçar ainda mais o declínio da hegemonia dos EUA.
Daniela Doms, da UFABC, destaca que o caos geopolítico gerado pelo declínio hegemônico dos EUA ocorre simultaneamente à crise climática.
Demian Castro, da UFPR, aponta a dificuldade dos EUA de manter a dominação do dólar, o aumento das desigualdades sociais e a supremacia do complexo militar-industrial nas decisões estratégicas.
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