
VÍNCULO 1708 – O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) assinaram ontem (9), em São Paulo, a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, com vigência até 31 de agosto de 2028.
A nova CCT garante a correção pelo INPC acumulado de setembro de 2025 a agosto de 2026 (o índice será divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 11), acrescido do aumento real de 0,6%, sobre os salários e demais verbas, incluindo vales alimentação (VA), refeição (VR) e auxílio creche/babá. O aumento real acumulado em dois anos será de 1,2% em todas as verbas.
A assinatura do documento também preserva todos os direitos da CCT e avança em novas conquistas relacionadas à saúde, melhores condições de trabalho e proteção ao emprego.
“Dentro do cenário desafiador que enfrentamos hoje, de reestruturação do sistema financeiro, avanços tecnológicos e as tentativas dos bancos de impor perda salarial, conseguimos garantir um aumento acima da inflação por dois anos, não só nos salários, como em todas as verbas remuneratórias”, destacou a coordenadora do Comando Nacional e presidente da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.
“Além do aumento real e de preservar 100% da nossa CCT (um patrimônio histórico que garante à categoria direitos muito superiores à lei ou sequer previstos nela), avançamos no debate sobre a gestão ética da tecnologia e nas discussões sobre a NR-1, que aborda os riscos psicossociais e a construção de um plano de ação para evitar o adoecimento mental no trabalho”, completou.
CEF e BB – As negociações continuam na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. “O resultado das assembleias realizadas no Brasil inteiro, com mais de 90% de rejeição nas bases sindicais, demonstrou, de forma clara, a insatisfação dos empregados com a proposta apresentada pela Caixa. Isso foi fundamental para forçar o retorno das negociações”, disse a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. A greve dos trabalhadores, que se iniciou nesta quinta-feira (10), deve ser mantida até que novas assembleias sejam convocadas. Nova proposta da Caixa foi apresentada hoje (10). O maior problema da negociação está no Saúde Caixa.
No Banco do Brasil, a retomada da negociação, esta semana, ocorreu após a rejeição da proposta do ACT específico pela maioria das assembleias do funcionalismo. “Essa reabertura é resultado direto da decisão das assembleias. Os funcionários aprovaram a retomada das negociações por entenderem que ainda é possível buscar uma proposta melhor”, afirma Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). Hoje (10) haverá plenária dos funcionários e votação sobre os desdobramentos do movimento.
Mais informações no site da Contraf-CUT.
