
VÍNCULO 1697 – Foi entregue ontem (24) à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), pelo Comando Nacional dos Bancários, a minuta de reinvindicações da categoria para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A pauta foi aprovada no domingo (21), em São Paulo. A reunião com a Fenaban marcou oficialmente o início da Campanha Nacional Unificada de 2026. A primeira mesa de negociação ficou marcada para o dia 2 de julho. A data-base dos bancários é 1º de setembro.
“Esse é um documento construído coletivamente, a partir de conferências regionais, estaduais e com base na Consulta Nacional que, neste ano, teve a participação de cerca de 55 mil bancários e bancárias de todo o país”, destacou a coordenadora do Comando Nacional e presidente da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. Segundo ela, a minuta contém reivindicações gerais e de grupos específicos. “É o resultado de uma construção ampla”, pontuou.
De acordo com o Comando Nacional dos Bancários, são esses os principais eixos da pauta de reivindicações, entre outros:
– 5% de aumento real no salário e nas demais verbas;
– Fim das metas abusivas;
– Manutenção dos direitos conquistados;
– Manutenção da mesa única para a construção da CCT e dos direitos já conquistados;
– Defesa do emprego bancário;
– Defesa dos bancos públicos;
– Distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, com o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário.
A também coordenadora do Comando Nacional, Neiva Ribeiro, ressaltou que a negociação da categoria bancária serve de parâmetro para outras categoriais. “Ao longo de anos, construímos uma CCT robusta em direitos sociais e com reajustes reais (acima da inflação). Temos, agora, nesta nova campanha de renovação da CCT, a expectativa de seguir avançando não só nas pautas econômicas, como também nas pautas sociais, na garantia do emprego bancário e do papel social e econômicos que os bancos precisam cumprir”, completou.
O Comando Nacional apresentou aos bancos os principais resultados da Consulta Nacional dos Bancários 2026, que ajudou a nortear o conteúdo da minuta de reivindicações.
Entre as cláusulas econômicas, a principal prioridade apontada pela categoria foi o aumento real de salário, indicado por 93% dos respondentes. Em seguida aparecem aumento da PLR, com 63%; aumento maior para o vale-alimentação e o vale-refeição, com 51%. “Esses resultados apontam que o aumento real, a recomposição salarial acima da inflação, é um fator importante para a categoria”, destacou Juvandia Moreira.
A dirigente mostrou ainda que a Consulta Nacional, realizada entre os dias 17 de abril e 31 de maio, revela a preocupação da categoria com a saúde mental e combate ao assédio moral e outras formas de violência no ambiente de trabalho.
Nas cláusulas sociais, a manutenção de direitos aparece como a principal prioridade, citada por 65% dos respondentes. Emprego foi indicado por 45%; plano de saúde, por 39%; combate ao assédio moral, por 35%; igualdade de oportunidades, por 24%; previdência complementar, por 19%; e impacto das inovações tecnológicas, por 17%.
A consulta também revelou que 40% dos bancários usaram medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes, nos últimos 12 meses. Além disso, 72,6% afirmaram que o ambiente de trabalho no banco em que atuam traz impactos negativos para a saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras. Apenas 14,3% disseram que não há impactos negativos e 12,6% responderam que não sabem.
Ultratividade
O Comando Nacional também defendeu a assinatura de um pré-acordo para garantir a ultratividade da Convenção Coletiva de Trabalho, fundamental para dar segurança aos trabalhadores durante o processo de negociação. A ultratividade assegura a manutenção de todas as cláusulas e conquistas da categoria até a celebração de um novo acordo, preservando direitos e garantindo equilíbrio nas negociações.
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