
VÍNCULO 1698 – O Jornal dos Economistas, em sua edição de julho/2026, traz o debate sobre o petróleo, que, segundo a publicação do Corecon-RJ, voltou a ser o centro das atenções nas discussões sobre geopolítica, economia e soberania.
Luiza Peruffo e Matheus Anlauf Meneghini, da Ufrgs, defendem que a importância estratégica do petróleo para Washington não se limita ao acesso aos recursos físicos, mas envolve também a preservação do sistema do petrodólar e a consequente hegemonia mundial da sua moeda.
Cloviomar Cararine Pereira, do Dieese, aponta que o ciclo de desinvestimento, desestatização e submissão da política energética aos interesses do mercado financeiro retirou do Estado brasileiro a capacidade de ação em momentos de crise.
Iago Montalvão, da Unicamp, ressalta a importância da Petrobras para a soberania e a transição energéticas do país. Mas, segundo ele, a venda de refinarias e subsidiárias enfraqueceu a capacidade da empresa de amortecer choques externos.
Debora Garcia Gaspar, da UFRRJ, destaca que o choque de oferta de combustíveis levou os países a investirem em estoques e reservas, diversificarem fornecedores e estimularem indústrias nacionais de geração e é uma das causas das guerras econômicas.
Carlos Eduardo Frickmann Young, da UFRJ, afirma que quanto mais instável se torna a geopolítica do petróleo, mais racional é o investimento em fontes renováveis domésticas. “A transição energética tornou-se uma questão de segurança nacional, estabilidade macroeconômica e soberania”, ressalta.
Maria Luiza Falcão Silva, da UnB, alerta que países que não planejam o futuro energético se subordinam às turbulências. “Vamos continuar só reagindo às crises externas ou construir uma estratégia para soberania energética, reindustrialização, transição ecológica e capacidade tecnológica?”, pergunta.
Eduardo Sá Barreto, da UFF, argumenta que a transição energética nada mais é do que o empilhamento de novas fontes sobre as antigas. “A Era do Petróleo acabará em prazo relativamente curto, por colapso societário ou ecológico”, escreve.
Gilberto Maringoni, da UFABC, avalia que a agressão dos EUA contra a Venezuela tem como pano de fundo a manutenção da exclusividade do petrodólar no mundo, peça-chave da hegemonia global estadunidense.
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