
VÍNCULO 1686 – A Agência BNDES de Notícias informa que o Fundo Amazônia destinará mais R$ 350 milhões para apoiar projetos de sociobioeconomia e inovação na Amazônia Legal, com foco na inclusão produtiva, no fortalecimento de cooperativas e no desenvolvimento científico e tecnológico. “O conjunto de iniciativas beneficiará diretamente mais de 5 mil famílias e ao menos 60 cooperativas, além de apoiar projetos de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), com o envolvimento de cerca de 60 Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), sendo pelo menos 32 da própria região amazônica”, destaca o Banco.
Os anúncios foram feitos no dia 1º de abril, em Brasília, durante o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), iniciativa do governo federal para consolidar a Estratégia Nacional de Bioeconomia e integrar instrumentos de financiamento e desenvolvimento sustentável.
O Fundo Amazônia é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e gerido pelo BNDES. O lançamento teve a participação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, da ministra do MMA, Marina Silva, e da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
“Saímos de uma realidade muito difícil onde a agenda do BNDES tinha desaparecido e a ambiental foi completamente desmilinguida e construímos uma agenda espetacular que é referência para o Brasil e para o mundo. É uma alegria enorme estar com esse conjunto de entregas”, afirmou a diretora Socioambiental do Banco, Tereza Campello, que destacou ações do Fundo Amazônia já em andamento que somam R$ 1,6 bilhão e estão em linha com o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia.
“Esse plano para a bioeconomia pode ser usado a favor da paz porque os biocombustíveis são uma alternativa num momento de guerra enlouquecida no mundo. Esse plano é para todos. Há lugar para o extrativista, para o indígena e para o industrial dos cosméticos, dos fármacos. Há lugar para todo mundo. É uma bioeconomia para um novo ciclo de prosperidade e para isso precisamos de democracia e soberania”, afirmou Marina Silva.
“Ao destinarmos recursos do Fundo Amazônia para a sociobioeconomia e a inovação no bioma, viabilizamos a geração de prosperidade para as brasileiras e brasileiros por meio do uso sustentável dos recursos naturais. Este investimento será fundamental para colocar em prática as metas do PNDBio relacionadas à sociobiodiversidade, dando impulso à transformação da bioeconomia em pilar fundamental do desenvolvimento sustentável no Brasil”, acrescentou a ministra do Meio Ambiente.
Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ao apoiar cooperativas, comunidades tradicionais e instituições de pesquisa, os projetos demonstram que promover inclusão social e produtiva também é promover ação climática. “O Brasil está estruturando uma política de bioeconomia que integra desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. O Fundo Amazônia é um instrumento estratégico para transformar esse potencial em realidade, apoiando quem produz, quem inova e quem protege a floresta”, afirmou Mercadante.
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