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Alerta aos benedenses, por Arthur Koblitz

Arthur Koblitz é diretor de Relacionamento Institucional da AFBNDES

Para os inimigos do BNDES, o Banco é uma instituição fundamental que precisa ser limitada senão extinta.

Acabar com o fornecimento de recursos subsidiados para o BNDES era a prioridade para um economista influente como Pérsio Arida. Em 2004, ele registrou sua proposta num artigo na Casa das Garças propondo a eliminação dos subsídios creditícios do BNDES.

Essa proposta foi imediatamente incorporada pelo então presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Parte da saída do presidente do BNDES, Carlos Lessa, à época, se deu por conta de seus desentendimentos com o presidente do Banco Central.

Com a crise de 2008, a proposta ficou enterrada por um tempo. Em 2011, numa conversa entre economistas no debate The Economist, Persio Arida continuava defendendo a importância de acabar com os sistemas de crédito subsidiado. Sua posição era clara: tratava-se da reforma liberal prioritária no Brasil.

Como todos sabemos, a oportunidade finalmente apareceu para essa reforma com a crise econômica que acabou com o governo Dilma. Em 2017, a primeira reforma neoliberal, ou a primeira contrarreforma desenvolvimentista colocada pelo governo Temer, foi a criação da TLP (Taxa de Longo Prazo) ou a destruição da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo).

Em 2019, a primeira reforma do ministro Paulo Guedes foi a Previdenciária. Advinha quem foi afetado? Sim, o artigo 239 da Constituição Federal, no qual o BNDES aparece. O objetivo era acabar com a previsão de repasse constitucional para o Banco. Ele não conseguiu, mas emplacou uma nova finalidade para o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador): dar conta das despesas previdenciárias. E não parou por aí. Até 2021, o Ministério da Economia continuou tentando, em PECs (Propostas de Emenda à Constituição), acabar com a previsão dos repasses: extirpando o parágrafo primeiro do referido artigo 239.

Resumo: os inimigos, fundamentados em seus princípios liberais e em suas conexões profundas com o mercado financeiro, sabem muito bem a importância estratégica de atingir o BNDES.

A questão que pergunto a vocês nesse artigo é a seguinte: e os nossos “amigos”? Eles entendem o caráter estratégico do FAT? A necessidade de fornecimento de recursos subsidiados estáveis para o Banco?

Publiquei no VÍNCULO, em 22/07/2026, o artigo “Nem mais um centímetro de recuo!”; e na última edição do jornal da AFBNDES foi repercutida uma mensagem de minha autoria sobre o tema. O Globo chegou a fazer uma matéria com base nela. Por favor, consultem os textos nos links disponibilizados, conversem com seus colegas, se informem sobre a relevância desse assunto para o futuro do BNDES.

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► As opiniões emitidas nos artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião da AFBNDES ou do BNDES.

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